O adicional de periculosidade em Taguatinga é um direito trabalhista fundamental para vigilantes, eletricistas e outros profissionais expostos a riscos constantes em seu ambiente de trabalho. Apesar de estar previsto em lei, muitas empresas ainda deixam de pagar ou calculam de forma incorreta esse benefício.
Neste artigo, você vai entender quem tem direito ao adicional, como ele é calculado, quais provas são necessárias para garanti-lo e de que forma os trabalhadores em Taguatinga podem exigir o cumprimento desse direito.

O que é o adicional de periculosidade?
O adicional de periculosidade é um valor extra pago ao trabalhador que atua em atividades consideradas perigosas, ou seja, aquelas que expõem sua vida a risco.
Segundo o artigo 193 da CLT e a NR-16 do Ministério do Trabalho, as atividades perigosas incluem:
- Contato com eletricidade
- Atividades de segurança pessoal ou patrimonial (como vigilantes)
- Manuseio de inflamáveis e explosivos
- Operações em áreas de risco permanente
Leia também: Direitos dos Trabalhadores em Caso de Acidente de Trabalho Definição de Acidente de Trabalho
Quem tem direito ao adicional de periculosidade em Taguatinga?
Vigilantes
Profissionais que atuam em segurança patrimonial ou pessoal, mesmo que desarmados, têm direito ao adicional de 30% sobre o salário base.
Exemplos:
- Vigilantes de bancos
- Seguranças de supermercados, shoppings e empresas privadas
- Vigias noturnos de estabelecimentos comerciais
⚠ Atenção: o adicional deve ser pago independentemente de a empresa fornecer colete ou equipamentos de segurança, já que o risco é inerente à função.
Eletricistas
Trabalhadores expostos à energia elétrica também têm direito ao adicional. Isso inclui:
- Eletricistas de manutenção predial
- Técnicos de redes de distribuição
- Profissionais de concessionárias de energia
- Trabalhadores em indústrias que operam com alta tensão
✅ Dica prática: Mesmo eletricistas que trabalham em baixa tensão podem ter direito, caso fiquem expostos a risco de choque elétrico de forma habitual.
Quanto é o adicional de periculosidade?
O valor do adicional corresponde a 30% sobre o salário base do trabalhador (sem incluir adicionais, gratificações ou benefícios).
Exemplo prático:
- Um vigilante em Taguatinga com salário de R$ 2.000,00 recebe:
R$ 2.000,00 + R$ 600,00 (periculosidade) = R$ 2.600,00
👉 Diferente do adicional de insalubridade, o cálculo da periculosidade não é feito sobre o salário mínimo, mas sim sobre o salário do trabalhador.
Como comprovar o direito ao adicional de periculosidade?
- Laudo pericial: é a principal forma de comprovação. A perícia técnica avalia o ambiente e a função exercida.
- Documentos da empresa: descrição de cargo, ordens de serviço e registro de atividades.
- Testemunhas: colegas de trabalho que confirmem a exposição ao risco.
Situações em que as empresas negam o adicional
- Alegam fornecimento de EPI (equipamentos de proteção individual) – mas o risco da função não desaparece com o EPI.
- Registram o trabalhador como “auxiliar” para evitar enquadramento como vigilante ou eletricista.
- Pagam adicional de insalubridade, mas não o de periculosidade (só um pode ser acumulado).
⚠ Importante: o trabalhador pode escolher entre o adicional de insalubridade e o de periculosidade, optando pelo mais vantajoso.
Direitos adicionais garantidos aos vigilantes e eletricistas
Além do adicional de periculosidade, esses profissionais podem ter direito a:
- Jornada especial de 6 horas em casos de atividades de risco elevado
- Horas extras habituais
- Intervalos adequados para descanso
- Estabilidade em caso de acidente de trabalho
- Indenizações em caso de acidente ou doença ocupacional
Experiência prática em Taguatinga
Com mais de 17 anos de experiência em Direito do Trabalho, já atendemos diversos vigilantes e eletricistas em Taguatinga que não recebiam corretamente o adicional de periculosidade.
Em muitos casos, as empresas alegavam que o risco era eventual ou que o EPI eliminava a exposição, mas as perícias comprovaram o contrário. O resultado foi a condenação ao pagamento retroativo de até 5 anos de valores atrasados, acrescidos de reflexos em férias, 13º e FGTS.
Perguntas frequentes
O adicional de periculosidade conta para cálculo de férias e 13º?
Sim. Ele integra todas as verbas trabalhistas, inclusive FGTS.
Posso acumular insalubridade e periculosidade?
Não. A lei permite apenas um deles, mas o trabalhador pode escolher o mais vantajoso.
Se a empresa nunca pagou, posso cobrar retroativo?
Sim. É possível cobrar até 5 anos de valores atrasados.
O adicional vale mesmo se trabalho poucas horas em contato com risco?
Depende. A jurisprudência entende que o risco deve ser habitual. Se for eventual, pode não gerar o direito.
Recursos úteis
Links internos:
- Trabalha em Taguatinga e quer sair do emprego sem perder seus direitos? Saiba como funciona a rescisão indireta.
- Direitos dos Trabalhadores em Caso de Acidente de Trabalho Definição de Acidente de Trabalho Direitos dos Trabalhadores em Caso de Acidente de Trabalho Definição de Acidente de Trabalho
- Como Garantir Seus Direitos Trabalhistas em Caso de Demissão Injusta Como Garantir Seus Direitos Trabalhistas em Caso de Demissão Injusta
Links externos:
- CLT – Artigo 193 (Periculosidade)
- NR-16 – Atividades e Operações Perigosas
- Tribunal Superior do Trabalho – TST
Conclusão
O adicional de periculosidade em Taguatinga é um direito essencial para vigilantes, eletricistas e outros trabalhadores expostos a risco. Ele representa não apenas uma compensação financeira, mas o reconhecimento legal da periculosidade da atividade exercida.
Se você trabalha em condições de risco e não recebe o adicional, não aceite a irregularidade como normal. É possível cobrar os valores retroativos e garantir que o benefício seja pago corretamente daqui para frente.





